07 setembro, 2005

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir


Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir


São emoções que dão vida
à saudade que trago




...cheguei agora a casa do concerto em Belém... no rosto ainda sinto a chuva miudinha que me atingia o rosto, a brisa fresca que movia as nuvens, urgentes, por sobre o Tejo... e trouxe comigo a emoção da Mariza, a daquele momento em que a voz não veio, em que se lhe humedeceram os olhos, talvez de imensa felicidade, sentimento de privilégio por estar ali em palco frente a (e dentro de) tantas e tantas almas rendidas...



A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo... a saudade...