os ventos sopram sozinhos
às janelas da saudade
arrastando tempestades que nos fustigam as carnes
desfazendo com uivados o que foi a nossa imagem
resto de nós
quase aragem ...
... à janela...
Pode ser a janela sobre o vale, da casa dos meus avós, da qual me debruço como que para mergulhar na noite e no céu mais pontuado de luz, o do Alentejo...
Aproximo o meu rosto da parede e o calor que sinto é o do teu rosto, acumulado na pedra nos dias ardentes, acumulado na pele, da luta enérgica a que te entregaste já nem consciente, já rendida, momentos antes..
Aproximo o meu rosto da parede e o calor que sinto é o do teu rosto, acumulado na pedra nos dias ardentes, acumulado na pele, da luta enérgica a que te entregaste já nem consciente, já rendida, momentos antes..
(As palavras iniciais, cantadas pelo Camané)
photo by Z ( S.Salvador da Aramenha, Marvão )
photo by Z ( S.Salvador da Aramenha, Marvão )
