17 julho, 2005

O Mito


o fascínio do nosso próprio reflexo...




A Narciso, (o fruto da violação de Liríope por Césifo), desde que nasceu, foi augurada uma existência longa "caso não se viesse a conhecer..."

Aos 16 anos, dono de imensa beleza, Narciso era desejado por todos os rapazes e raparigas da sua época (que aquilo, na Grécia de outrora, era uma festa!), entre eles Eco, a quem ele recusa rudemente o seu amor. Além de Eco foram muitos os jovens que Narciso decepcionou.

Até ao dia que um deles, despeitado, ergue a sua voz aos céus e exclama:

“Que ele também ame e que seja impedido de possuir o objecto amado!“

Némesis, deusa da Vingança, atende a prece e faz com que Narciso se apaixone pela sua própria imagem, reflectida nas águas de uma fonte, perto da qual se senta para descansar e saciar a sede. Enquanto bebe, Narciso deixa-se arrebatar pela beleza da sua própria imagem, sem perceber que se apaixona por uma sombra, um mero reflexo sem substância.

Inspirado pela paixão, deixa de se alimentar e cuidar, contemplando insaciável, o seu próprio reflexo. E assim morre, pouco a pouco, perdendo a beleza e o vigor que tantos seduzira. No lugar do seu corpo foi encontrada uma flor dourada de folhas brancas...


(na revista de sábado do Público)



Para um update desta história, dirige-te ao estábulo mais próximo :

http://vacaebadalo.blogspot.com/2005/02/o-mito-de-narciso.html