.... nu, ali inteiro
e humilde
e doce
e a minha boca foi sozinha procurar-lhe os seios
e ela envolveu-me o pescoço num abraço maternal.
Quis amá-lo (o seu corpo) outra vez,
devagar,
aproveitar no percurso
tudo o que não entrara ainda em aproveitamento.
e humilde
e doce
e a minha boca foi sozinha procurar-lhe os seios
e ela envolveu-me o pescoço num abraço maternal.
Quis amá-lo (o seu corpo) outra vez,
devagar,
aproveitar no percurso
tudo o que não entrara ainda em aproveitamento.
Porque há tanto desperdício na pressa estúpida do fim.
Amar também com a mão leve a linha da anca,
o internamento do vinco oculto,
o flanco suave doce,
o pescoço e a garganta,
a mão toda aberta na face,
o fio da pele,
uma raiva fina lenta dos dedos nos cabelos.
E depois
convocar tudo ao mesmo tempo,
procurar tudo em desespero
para estar tudo presente
na posse inteira do fim.
O corpo derramado por fim sobre o seu corpo
abandonado,
apetecia-me ficar ali,
adormecer talvez,
a minha face ao lado da sua,
ela percorria-me o dorso,
a mão suave de pacificação

