04 maio, 2005

O teu rosto

Amo
a tua pura integridade delicada
a tua permanente adolescência de segredo
a tua fragilidade acesa sempre altiva


Por ti eu sou a leve segurança de um peito
que pulsa e canta a sua chama
que se levanta e inclina ao teu hálito de pássaro


Se guardo algum tesouro não o prendo
porque quero oferecer-te a paz de um sonho aberto
que dure
e flua nas tuas veias, lenta
e seja um perfume ou um beijo, um suspiro solar...




António Ramos Rosa